Dialogando


Heróis de guerras vencidas

Hoje foi um dia cansativo, com várias entrevistas sobre as negociações com a polícia civil e a tomada de decisão governamental sobre a suspensão do pagamento da remuneração dos grevistas. Até sobre ameaças supostamente feitas contra mim houve manchetes nos sites de notícias de Alagoas. Se o clima não é bom, ao menos aponta-se um caminho para o fim do impasse. As negociações recomeçaram e deverá haver uma solução adiante. Sinto-me tranqüilo e mentalmente equilibrado, consciente das posições assumidas e dos seus desgastes. Mas a sociedade alagoana não pode mais ser refém da inércia e da leniência. Penso que o governa está tomando as medidas adequadas, em que pese alguns atores importantes esconderem-se na hora crucial. Isso me impressiona, sobretudo pela repetição do procedimento. Há heróis dos fatos consumados, das guerras vencidas. Há em todo lugar. Não seria diferente aqui.



Categoria: Política
Escrito por Adriano Soares às 22h37
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A imprensa

A imprensa repercutiu a matéria publicada:

Soares ataca Sindpol e critica vícios "absurdos" do Estado
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(11/02/2008 09:27)

O tom ainda conciliador acabou. Com ares de desabafo, um artigo do secretário de Gestão Pública Adriano Soares, publicado neste fim de semana, traz críticas duríssimas à cultura “perniciosa” que existe dentro do serviço público dentro da máquina estadual. Usando como mote a greve da polícia civil, que teria uma minoria se utilizando de armas e ameaças à população para ganhar força na mesa de negociação, Soares foi além e criticou os vícios dentro da estrutura estadual, qualificando a situação como “absurda”.

Passados seis meses da maior greve recente da história alagoana (dos policiais civis, que já dura seis meses) e depois de ser criticado por “não saber negociar”, segundo líderes do Sindpol, Soares resolveu elevar o tom de seu discurso e extrapolou a questão dos grevistas para atacar a cultura do serviço público.

"Não é justo que um funcionário público seja promovido sem méritos, apenas porque esteja há cinco anos no serviço público - independentemente de trabalhar ou não, pouco importando a qualidade do seu comprometimento e desempenho. A coisa é tão absurda, a cultura é tão perniciosa, que pede-se uma gratificação ao servidor fulano de tal porque ele trabalha de fato. E os outros, não, cara-pálida? Quer dizer, a remuneração não necessita de contraprestação? O servidor quando trabalha está fazendo um favor e é bonzinho por isso?”, desabafa no texto intitulado “A ditadura do proletariado ocioso”.

Soares ainda alega que a maioria dos servidores públicos alagoanos é “trabalhadora e responsável”. “Não se pode deixar que uma minoria destrua essa imagem, crie a sensação de que o serviço público é um bico. Não é. Por isso a decisão governamental de pagar a quem efetivamente trabalha é um imperativo ético e um dever jurídico. Seis meses ganhando sem trabalhar é imoral e criminoso. Greve não é férias. É um direito do trabalhador, cujas conseqüências devem ser arcadas por todos, inclusive pelos grevistas”, ataca o secretário, em referência direta aos policiais civis.

POLICIAIS CIVIS
No artigo, Soares também aproveita para fazer críticas pesadas ao posicionamento dos policiais civis que abandonaram trabalho e que, até janeiro, recebiam seus salários sem cortes. No texto, ele afirma que “isso é tudo, menos greve. São férias longas e remuneradas. Nenhum trabalhador teria tamanha regalia, seja no setor público ou privado. O ócio remunerado por tanto tempo. Com esse tratamento VIP, sem arcar com as conseqüências da greve, quem não gostaria de permanecer indefinidamente reivindicando uma ‘justa’ remuneração? Tanto tempo parado, alguém poderia responder ao censo do IBGE: ‘Profissão: Grevista’”.

Soares criticou duramente a postura de alguns policiais, que usariam a força das armas e as ameaças para pôr medo à sociedade. “Uma minoria armada, que faz das ameaças públicas às instituições e à sociedade uma ferramenta de negociação. Chegam (os policiais) a noticiar, com destemor e sem pejo, que irão soltar os presos das delegacias em represália, como se a custódia ou não de alguém fosse objeto de sua decisão ou afeta à sua competência, como se fossem os donos do direito de punir do Estado”, assegura, sem citar nomes.

FIM DA GREVE
Responsável pela pasta que fecha a folha de pagamento, Soares já havia deixado claro que era contra a concessão de aumentos enquanto não fosse encerrada a greve. Enquanto ele e governador Teotonio Vilela Filho estavam de férias (encerradas na última quinta-feira), o vice José Wanderley Neto e o negociador do estado fizeram uma proposta de 36% de aumento, divididos em 36 meses, mais aumento de 7,2% no adicional noturno.

Em janeiro, mesmo de férias, ele declarou que tinha “compreensão contrária a qualquer aumento dado a qualquer categoria, sem que haja imediato fim da greve e volta ao trabalho”.

No artigo deste fim de semana, Soares ainda ataca a postura da Central Única dos Trabalhadores na negociação. “Os policiais fazem isso com o endosso da CUT de Alagoas, que confunde o seu papel em defesa dos trabalhadores com o alinhamento cúmplice às ameaças à sociedade e ao povo alagoano”, denunciou.

FORA DA MESA
O secretário também rebateu a alegação de que “não sabe negociar”, como chegaram a afirmar alguns dos líderes do Sindpol. “Nos seis meses de greve, negociaram com os policiais civis o Governador do Estado, a comissão de negociação criada pelo Governo, membros do Conselho Estadual de Segurança, membros da cúpula da Segurança Pública, o Vice-Governador e eu próprio. É possível que não saiba negociar, como dizem os grevistas. É possível que a minha experiência como juiz de Direito, atuando como conciliador, não me tenha valido de nada. É possível que a minha experiência como advogado de litígios não me tenha sido em nada útil. É possível que seja incompetente, inclusive. Mas tenho convicção sobre a competência dos demais negociadores! Por que motivo, então, a CUT e o Sindpol não avançaram com ninguém, chegando ao ponto de abandonarem desrespeitosamente a mesa de negociação, formada com a presença do Governador do Estado? E ainda ouviu-se da cúpula da CUT a complacente observação de que ‘poderia ter sido pior!’”, conclui.

Em nenhum momento, o secretário faz citações à greve dos servidores da saúde.



por Carlos Madeiro


Escrito por Adriano Soares às 12h08
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Diatadura do proletariado ocioso

A polícia civil de Alagoas está em greve há seis meses. Recebendo integralmente os vencimentos. Isso é tudo, menos greve. São férias longas e remuneradas. Nenhum trabalhador teria tamanha regalia, seja no setor público ou privado. Nada obstante, a polícia civil de Alagoas teve, erradamente. Com esse tratamento VIP, sem arcar com as conseqüências da greve, quem não gostaria de permancer indefinidamente reivindicando uma "justa" remuneração? Tanto tempo parados, alguém poderia responder ao censo do IBGE: "Profissão: Grevista".

Uma minoria armada, que faz das ameaças públicas às instituições e à sociedade uma ferramenta de negociação. Mais marxistas do que Marx, criaram os pociais civis de Alagoas uma ditadura do proletariado ocioso. Chegam a noticiar, com destemor e sem pejo, que irão soltar os presos das delegacias em represária, como se a custórdia ou não de alguém fosse de sua decisão, como se fossem os donos do direito de punir do Estado. E fazem isso com o endosso cínico da CUT de Alagoas, que confunde criminosamente o seu papel em defesa dos trabalhadores com o alinhamento cúmplice às ameaças à sociedade e ao povo alagoano.

O JORNAL do dia 09/02/2008 publicou um a a seguinte nota, na seção Contexto:

Confronto

O secretário de Gestão Pública, Adriano Soares, saiu da mesa de negociação entre servidores públicos “por não saber negociar”, segundo as lideranças do movimento sindical. Por um tempo, o seu nome andou esquecido das críticas dos sindicalistas e dos funcionários em greve. Agora, ele deve voltar a figurar nas notícias. A Segesp anunciou a suspensão do pagamento de janeiro dos policiais civis, que estão em greve há mais de seis meses. Com isso, Adriano Soares inicia uma nova guerra política e midiática com o funcionalismo.

Nos seis meses de greve, negociaram com os policiais civis o Governador do Estado, a comissão de negociação criada pelo Governo, membros do Conselho Estadual de Segurança, membros da cúpula da Segurança Pública,  o Vice-Governador e eu próprio. É possível que não saiba negociar, como dizem os grevistas. É possível que a minha experiência como juiz de Direito, atuando como conciliador, não me tenha valido de nada. É possível que a minha experiência como advogado de litígios não me tenha sido em nada útil. É possível que seja incompetente, inclusive. Mas tenho convicção sobre a competência dos demais negociadores! Por que motivo, então, a CUT e o Sindpol não avançaram com ninguém, chegando ao ponto de abandonarem desrespeitosamente a mesa de negociação, formada com a presença do Governador do Estado? E ainda ouviu-se da cúpula da CUT a complacente obsrvação de que "poderia ter sido pior!".

Não sou inimigo do funcionalismo público. Pelo contrário, tenho tentado avançar na construção de uma gestão de pessoas responsável e meritória. Não é justo que um funcionário público seja provomido sem méritos, apenas porque esteja há cinco anos no serviço público - independentemente de trabalhar ou não, pouco importando a qualidade do seu comprometimento e desempenho. A coisa é tão absurda, a cultura é tão perniciosa, que pede-se uma gratificação ao servidor fulano de tal porque ele trabalha de fato. E os outros, não, cara-pálida? Quer dizer, a remuneração não necessita de contraprestação? O servidor quando trabalha está fazendo um favor e é bonzinho por isso?

A maioria dos servidores públicos alagoanos é trabalhadora e responsável. Não se pode deixar que uma minoria destrua essa imagem, crie a sensação de que o serviço público é um bico. Não é. Por isso, a decisão governamental de pagar a quem efetivamente trabalha é um imperativo ético e um dever jurídico. Seis meses ganhando sem trabalhar é imoral e criminoso. Greve não é férias. É um direito do trabalhador, cujas conseqüências devem ser arcadas por todos, inclusive pelos grevistas.



Categoria: Política
Escrito por Adriano Soares às 13h27
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Quaresma

Quarta-feira de cinzas. Início da quaresma. Momento para reflexão. Vida que padece, para fruticar; vida que se oferece em dom de muitos. Vida e morte. Fé. Ressurreição.

Não seria o cristianismo uma religião com a sua força histórica se não fosse o evento não flagrado por olho humano, não presenciado por qualquer pessoa que pudesse testificar: "- Eu vi!". Não, ninguém viu a ressurreição de Cristo morto. Não houve testemunhas, não houve papparazzi, não houve um único celular que o filmasse ou fotografasse e encaminhasse ao You Tube para divulgação na internet. Nada disso.

Como atestar a historicidade da ressurreição? Uma mulher afirmou ter visto o morto; uma mulher que deixara a prostituição e o seguira. Qual o valor de um testemunho desses? Nem mesmo Tomé, que a conhecia, emprestou-lhe crédito. Andantes testemunharam tê-lo visto quando andavam para Emaús. Não o reconheceram de logo, é certo, mas alegaram que, diante do pão partido por ele, seus olhos se abriram para aquela verdade profunda: Jesus estava vivo!

Depois, os discípulos afirmaram tê-lo visto, conversado com ele, aprendido o sentido dos acontecimentos vitais daqueles dias. Pregaram sem medo e com sabedoria aquele acontecimento. Deram o testemunho com sangue; morreram por aquela história inacreditável. Paulo, um judeu temente às tradições religiosas do seu povo, perseguiu aquele grupo pequeno que pregava a ressurreição. Depois, apareceu testemunhando tê-lo visto também, dando a sua vida para pregar aquela verdade absurda.

Homens simples dominaram o império romano pela fé. Homens simples, pescadores, dividiram a história da humanidade em duas: antes e depois do Cristo ressuscitado. Homens insignificantes significaram o mundo!

A quaresma nos quebra nas nossas ninharias do cotidiano sem sentido. Mostra-nos nossa arrogância e soberba diante do dom da vida. Por isso, eu rezo: Senhor, dai-me um pouco de fé. Senhor, mostra-me o caminho a seguir. Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que sou fraco, pecador. Tu sabes que te amo, como Pedro, frágil, negando-te diante dos homens. Ensina-me, Senhor, porque sinto saudades de ti. Amém.

Padre Léo, próximo ao seu falecimento em razão do câncer que lhe dizimou a saúde, testemunha a sua fé.



Escrito por Adriano Soares às 21h16
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Mona Lisa e Don Brown

Don Brown escreveu um dos mais polêmicos romances contemporâneos, sobretudo pela pretensa veracidade das pesquisas que teriam embasado a trama. Trata-se do livro "O Código Da Vinci", que teria a intenção de revelar supostas verdades sobre o cristianismo, inclusive se valendo de obras de autoria de Leonardo Da Vinci, que conteriam mensagens secretas sobre o "Santo Graal", que não seria o cálice que Cristo teria utilizado na Última Ceia, mas na verdade uma descendente sua, proveniente de uma relação amorosa com Santa maria Madalena.

Uma das teses do livro diz respeito a Mona Lisa, a mais importante pintura de Da Vinci, que seria uma das mensagens deixadas por ele para provar que a divindade era masculina e feminina. Leia os comentários abaixo:

Dan Brown não deixou incólume a mais famosa e mais visitada pintura do mundo. Conhecida na França como La Joconde, na Itália, como La Gioconda, e em todos os demais lugares como Mona Lisa, é o quadro número 779 do Louvre. Quando o professor Robert Langdon, personagem criado por Dan Brown, é questionado se "é verdade que a Mona Lisa é o retrato do próprio Da Vinci, só que travestido?", responde: "É bem possível [...] Mona Lisa não é homem, nem mulher. Traz uma mensagem sutil de androginia. É uma fusão de ambos" (p.130). Na seqüência, Langdon ensina que as palavras "Mona Lisa" são uma junção do deus egípcio Amon com a deusa egípcia Ísis, "cujo pictograma antigo era L’ISA [...] Amon L’isa" (p.131). E conclui suas considerações com a afirmação: "E esse, meus amigos, é o segredo de Da Vinci, o motivo do sorriso zombeteiro da Mona Lisa" (p.131).

Bem, vamos por etapas, pois é muito devaneio para uma pessoa só.

Primeiro, quem é a modelo na pintura? Algumas hipóteses foram levantadas, mas com certeza, não é Leonardo da Vinci travestido. A alegação mais consistente é de que seja Lisa Gherardim. "O registro do Battistero di San Giovanni confirma que ela nasceu em Florença, numa terça-feira, em 15 de junho de 1479. [...] Aos 16 anos, Lisa casou-se com um homem dezenove anos mais velho e duas vezes viúvo: Francesco di Bartolomeo di Zanobi Del Giocondo, um dignitário florentino. [...] Na época em que Leonardo começou a pintá-la, ela já tinha tido três filhos, e um deles, uma menina, havia morrido em 1499. [...] E até onde se pode verificar, Lisa não fez nada de excepcional durante sua vida inteira, exceto sentar-se imóvel enquanto Leonardo a desenhava".[11]

Segundo, de onde vem o nome Mona Lisa? Com certeza não é a contração de nomes de divindades egípcias. "A pintura foi intitulada ‘Monna’ Lisa, sendo Monna uma contração da Madonna (mia donna, minha senhora). A grafia "Mona" é incorreta, de origem incerta, mas é a que ficou estabelecida na Inglaterra".[12]

Terceiro, por que o sorriso comedido da Mona Lisa? Não tem nada de "sorriso zombeteiro". Qualquer estudioso ou curioso sobre os quadros de Leonardo vai perceber que aquele sorriso discreto da Mona Lisa não é exclusivo dela. Leonardo pintou outros quadros onde os modelos exibem sorrisos semelhantes, a saber: "São João Batista" (1513-1516); "João Batista com atributos de Baco" (1513-1516); "A Virgem com o menino de Santa Ana" (1510); "Dama com Arminho" (1483-1490). De acordo com Donald Sasson, pesquisador e escritor sobre a Mona Lisa, esse tipo de sorriso discreto fazia parte da etiqueta dos quadros do Renascimento: "Risos – em oposição a sorrisos – são raros nos quadros do Renascimento, e nunca são usados quando a aristocracia e as classes mais altas são representadas. Mona Lisa não ri; ela mostra comedimento e decoro. Um sorriso pode ser considerado como um riso atenuado, como a palavra francesa, sou-rire – "sub-riso" – e a raiz etimológica do latim, subridere, sugerem. No mundo altamente codificado da vida da corte italiana do século XV, sorrisos não são deixados por conta da iniciativa pessoal. Havia numerosos livros à disposição daqueles que desejassem ser introduzidos no código apropriado de comportamento.[13]

Já Giorgio Vasari, biógrafo de artistas e comentarista sobre a Mona Lisa, citou em 1550: "músicos, palhaços e outros artistas ficaram entretendo a modelo, enquanto Leonardo a pintava".[14] Vasari alega ser esse o motivo do discreto sorriso.

O fato é que o sorriso chamava pouca atenção e ninguém o considerava misterioso, mas a partir do século XIX várias teorias conspiratórias surgiram e o marketing do sorriso da Mona Lisa cresceu. (Fonte: "Desautorizando 'O Código Da Vinci", de Samuel Fernandes Magalhães Costa).

Bem, é certo que as tiradas de Don Brown são inteligentes e fez crescer o interesse pela sua obra, divertida como romance e falsa como obra histórica. No caso de Mona Lisa, as dúvidas que poderiam existir sobre a pessoa retratada por Da Vinci chegaram ao fim e demonstram a bobagem da "tese" de Brown. De fato, Mona Lisa é Lisa Gherardim, esposa de Francesco di Bartolomeo di Zanobi Del Giocondo, razão pela qual na Itália é pintura é conhecida como "La Gioconda". Claro, Brown poderá escrever um novo romance, já agora contando como o Vaticano conseguiu manipular as recentes pesquisas, justamente de uma Universidade alemã, terra natal do Papa Bento XVI. Ou seja, esperou-se o momento oportuno para que o Conclave escolhe-se um papa alemão, influenciado pela Opus Dei, com a missão de encobrir o romance entre Jesus e Maria Madalena, que poria fim a séculos de fé cristã. Daria um bom romance, no estilo de "Anjos e Demônios", em que Brown conta o assassinato de um papa e a trama para a escolha do seu substituto. Vejam o vídeo:



Escrito por Adriano Soares às 21h37
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De volta das férias

As férias com a família foram fantásticas. Descansamos. Convivemos. Aproveitamos os instantes, pai-mãe-filha, para nos descobrirmos mais ainda. E foi muito bom. Maria Eduarda cresce rápido, com uma inteligência impressionante. Mas o que mais chama a atenção é a sua coragem, vontade de abrir os seus caminhos - com quedas e choros - de modo tenaz. Doce, conquista os pais com o sorriso, o carinho e a alegria. Paula e eu aprendemos muito com ela e desejamos ser cada vez mais uma família.

Férias dos problemas e das preocupações. Nos humanizamos com elas. Nos vemos sem a armadura que a vida nos impõe que vistamos. Sem o seu peso, desnudos de escudos e lanças para a guerra, somos mais humanos, melhores, fraternos e crianças. Quando, então, temos uma criança linda ao nosso lado, entramos no mundo dela e ficamos assim mais felizes, mais pertos de Deus. Afinal, foi Cristo quem disse que às crianças pertencem o Reino.

Mais leves, voltamos à vida diária com a vontade de continuar a luta, mas sem perder a poesia que só a convivência harmônica em família pode compor.



Categoria: Pessoal
Escrito por Adriano Soares às 00h54
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