Dialogando


En passant

Fale-se mal de Lula, fale-se mal do seu governo, mas ninguém poderá negar honestamente: tivemos poucos presidentes da República tão carismáticos quanto ele. Lula aprendeu a magnetizar as massas. Aprendeu a rir dele mesmo e, com isso, a atrair a simpatia do interlocutor desarmado pela simplicidade de quem sabe não se levar tão a sério assim. Veja a passagem do discurso dele hoje, en passant:



Escrito por Adriano Soares às 21h00
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Limão com Mel

Há bandas no nordeste que têm uma grande qualidade e mereceriam até um maior sucesso nacional. Limão com Mel é uma delas. Do forró ao brega, o romantismo é qualificado e mistura as nossas raízes com versões de músicas internacionais. O show acústico é muito bom. Abaixo, um vídeo legal para ser ouvido:

A melhor música deles, para mim, é a versão "Pra Sempre", de Air Suply. Boa demais. Ouça:

 Limão com Mel - Pra Sempre



Escrito por Adriano Soares às 17h50
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As viagens de Davi Soares: Escola de Governo e Elógica

O jornalista Davi Soares tem uma propensão a confundir o factual com a sua criatividade. Não consegue separar a fronteira entre o que é fato e o que é imaginação. Um mistura nociva para o bom jornalismo.

Na semana passada (domingo, 06/04/08), publicou uma matéria sobre a Escola de Governo absolutamente fantasiosa e falsa, ofendendo aos servidores que lá atuam e tentam colocar de pé um projeto sério de formação dos servidores públicos. A Escola de Governo, quando eu assumi em março de 2007, era só um nome e a boa vontade dos que trabalhavam lá. Funcionava no prédio do antigo Hotel Beiriz, em três pequenas salas (antigos quartos), apenas para acomodar muito mal o pessoal administrativo. Os seus arquivos - nunca esqueço da visita que fiz - funcionavam no banheiro em uso! Para os cursos que heroicamente davam, tinham que sair mendigando algum espaço em outros prédios públicos, como o auditório do Palácio, por exemplo. Computador era um luxo que ela não dispunha.

Depois de muita luta, conseguimos o prédio do antigo Fórum de Maceió, que estava subutilizado, mal-cuidado e entregue a algumas poucas ongs. Passamos a investir na reforma do prédio, trouxemos para lá a Escola de Governo e a Junta Médica. Instalamos lá o atendimento aos servidores públicos, a superintendência de desenvolvimento de pessoas e superintedência patrimonial. Compramos mais de 100 computadores para a SEGESP e um servidor robusto, comprados com dinheiro que economizamos do contrato com a Elógica, reduzido em mais de R$ 100 mil por mês.

Davi Soares, no entanto, no estilo neocon de jornalismo, optou por ouvir a denúncia de um servidor (!), que teria lhe dito que a Escola de Governo não tinha computador, que não tinha previsão de cursos e que não tinha estrutura nenhuma. Ele foi lá, sem marcar hora com ninguém e de surpresa, para se certificar da denúncia. O que encontrou? Sala de aula funcionando, computadores para ministrar cursos, estrutura organizada e servidores com a dignidade resgatada. Contou isso em sua matéria? Não, preferiu delirar: eu teria anunciado cursos na posse do Secretário Paulo Rubim por causa da matéria que ele estava fazendo; eu teria mandado colocar os computadores por causa da matéria que ele iria escrever... Ou seja, Davi Soares se julga muito importante! Pensa que seria capaz de pautar sozinho políticas públicas. Pensa que uma matéria jornalistíca tem o poder de destruir, sozinha, um trabalho feito com seriedade.

Não anunciei coisa alguma na posse de Paulo Rubim. Mentira. Davi Soares me entrevistou e perguntou sobre a Escola de Governo. Respondi sobre os cursos que estão sendo elaborados desde o ano passado, quando fizemos o Planejamento Estratégico da SEGESP e definimos a meta de atingir 80% dos servidores públicos estaduais. Para isso, estamos realizando parcerias e trabalhando em desenvolvimento tecnológico, como aulas a distância pela ferramenta Moodle. Mas Davi Soares preferiu enganar o seu leitor. Preferiu deturpar a fala de uma servidora séria como Célia Leite, Diretora da Escola de Governo, que se sentiu enganada e ofendida com a matéria publicada e a distorção da sua fala.

Querem dar entrevista a Davi Soares? Gravem e se protejam!

Neste domingo (13/04/08), Davi Soares volta a tratar da SEGESP, em uma matéria sobre a Elógica. Ele é cuidadoso com a empresa, chegando a ser simpático a ela, como não foi com a Escola de Governo. Mas continua mentindo sobre mim. Disse, ao final do seu texto, que fui procurado para me posicionar, mas "protelou para a quarta-feira (16)". Ora, eu fui informado sobre o seu pedido de entrevista na sexta-feira (11), quando não podia atendê-lo. Franqueei atendê-lo na segunda-feira (14). Quarta-feira estarei em Minas Gerais proferindo palestra, o que prova a sua mentira e o seu desrespeito com os leitores e veículo de comunicação para o qual trabalha. Perguntem ao Célio Gomes, diretor da Gazeta, se não nos falamos por telefone sobre a nota da Elógica? Perguntem a ele se não expliquei os pontos importantes e me coloquei à disposição para qualquer entrevista? Davi Soares mente muito mal.

Sobre a matéria de Davi Soares acerca da Elógica, alguns pontos importantes: a) O dirigente da Elógica teria assumido que a sua empresa seria responsável por um prejuízo "não intencional" ao Estado da bagatela de R$ 600 mil reais. Davi Soares deve ter achado pouco ou normal o prejuízo dado ao erário, preferindo enfatizar que a empresa se acha credora de R$ 500 mil; b) Teria o dirigente afirmado: "Não vou correr de ninguém. Não devo nada a ninguém. Pode apurar. Daqui dentro não vou entregar ninguém para crucificar". Essa afirmação de que não entregar ninguém é importante não pelo que afirma, mas pelo que deixa subentendido. Porém, ele adiante já entrega: a culpa da bagaceira na folha de pagamento seria "conseqüência da falta de supervisão por parte do governo do trabalho dos prestadores de serviço disponibilizados pela empresa ao Estado...". Uma boa pauta para Davi Soares: quem no governo deixou acontecer a bagaceira? que prestadores de serviço da Elógica teriam atuado livremente para gerar os problemas graves apontados? Vamos ver se ele vai a fundo na sua investigação; c) o dirigente admitiria "os problemas a revelação das senhas" e culpa "a ausência do Estado" e a "escolha do sistema". Ora, que sistema? Não passou pela cabeça de Davi Soares perguntar: - "Mas empresário, o sistema não é o seu Elógica RH?", - "O Estado fez mal em escolhê-lo?"; finalmente, d) afirmaria o empresário que a tabela de senhas estaria exposta desde 1997. Sem criptografia. Sem segurança. Sem proteção nenhuma. E Davi Soares não questionou como é que um sistema que gerencia uma folha hoje de R$ 120 milhões de reais não tem segurança nenhuma... Mas Davi ressalta na matéria que empresa tem tecnologia de ponta e investe em segurança. Impressionante!

Lamento por Davi Soares. Jovem jornalista,  poderia ter aprendido que jornalismo não é assassinato de reputação, não é criação de versões, não é desrespeito aos entrevistados e às fontes. Não é melhor jornalista quem denuncia mais; é melhor jornalista quem respeita a verdade, as pessoas e os fatos.



Escrito por Adriano Soares às 01h22
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Quem foi lesado?

Em Alagoas, houve fraude nas eleições de 2008? João Lyra, em estrepitosas demandas, afirmou que sim e que teria sido lesado. É possível que ele tenha sido lesado. Não foi pelo candidato vitorioso, porém. Quem alega que houve fraude tem de provar, certo? E quem alega que houve fraude sabendo de antemão que NÃO pode provar? Como fica? Vejam: se NÃO se pode provar que houve fraude, também NÃO se poderia provar que ela não houve. Lança-se a dúvida e cria-se uma causa. E disso faz-se muito barulho... por nada! Abaixo, trecho da entrevista de Amílcar Brunazo, o mesmo citado por Lyra para provar a tese da fraude (Entrevista completa, aqui). O que diz ele? Que não tem como provar fraude nenhuma...

Quem foi lesado? Sei não, mas acho que alguém pagou uma conta alta para a festa alheia...



Categoria: Política
Escrito por Adriano Soares às 23h29
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Elógica: de notas e posturas.

A Elógica - empresa que processava a folha de pagamento do Estado de Alagoas -, cujo softwere é ainda utilizado para a sua confecção, publicou no jornal Gazeta de Alagoas de domingo, dia 06/04/2008, uma nota longa, com a única finalidade de me atacar pessoalmente pelas medidas tomadas contra as suas práticas contratuais impróprias, bem como por ter solicitado ao Ministério Público Estadual e à Polícia Federal a abertura de investigação sobre práticas heterodóxas na folha de pagamento do Poder executivo. O resumo foi feito no blog Política, de Célio Gomes, na Gazetaweb:

No próprio blog, fiz questão de fazer os seguintes comentários:

COMENTÁRIOS

1. Caro Célio, os ataques pessoais da nota da Elógica dão bem a dimensão da gravidade dos fatos que serão objeto de apuração pela Polícia Federal e Ministério Público Estadual. Seus leitores poderão ter idéia dos fatos acessando a página da Gestão Pública: http://www.gestaopublica.al.gov.br/noticias/downloads/relatorio_1.pdf. No mais, estou cumprindo o meu dever como agente público. Desde março de 2007, quando assumi, venho enfrentando as profundas anomalias e distorções da folha de pagamento do Executivo, com imensas dificuldades. A Elógica poderá vir a público e explicar como os logs de segurança da folha de 2004 para trás foram apagados. Como servidores seus fizeram mudanças ilícitas na folha, inclusive admitidas perante a Controladoria Geral. Ataca pessoalmente quem não tem o que explicar, distorcendo inclusive as minhas falas. Vamos aguardar a apuração da Polícia Federal e do Ministério Público. De nossa parte, estamos tomando medidas administrativas para resguardar o Estado dos prejuízos sofridos.
adriano soares da costa |07/04/08 13:39:15
 
2. Complementando a nota anterior, gostaria apenas de facilitar o acesso dos seus leitores ao meu despacho sobre as medidas adotadas pela SEGESP sobre a relação contratual: despacho do secretário da Gestão Pública (http://www.gestaopublica.al.gov.br/noticias/integra-do-despacho-que-promove-a-rescisao-do-contra-com-a-elogica-1/) e relatório dos membros da Superintendência de Modernização(http://www.gestaopublica.al.gov.br/noticias/downloads/relatorio_1.pdf). Com isso, pensamos deixar ainda mais claras as razões pelas quais a SEGESP tomou as medidas adotadas. Além disso, há ainda o relatório da Controladoria Geral do Estado, que traz ainda mais elementos importantes para esclarecer os fatos. Um ponto importante: a nota da Elógica afirma que a administração dos sistema ElógicaRH era exclusiva do Estado de Alagoas. Não era. Ao contrário, em março de 2007, quando assumi, os seus prestadores de serviço administravam o sistema. Nós que estamos mudando essa situação absurda, de terceirização da folha do Executivo.
adriano soares da costa | 07/04/08 14:34:15
 
Penso que a ruptura de modelos nem sempre precisa ser dolorosa. Sinceramente, fizemos todos os esforços para que a relação com a empresa Elógica pudesse ser saudável até o seu término, mas diversas razões, algumas expostas naqueles endereços eletrônicos da gestão pública e outras no relatório da Controladoria Geral do Estado, fizeram-me tomar medidas administrativas em defesa do interesse público. O mais grave do esgarçamento da relação contratual foi a deslealdade, que impediu um mínimo de relacionamento profissional.
 
A nota da empresa tenta transformar uma questão institucional em questiúncula pessoal. Tenta separar decisão de governo - determinada pelo Governador Teotônio Vilela - de capricho pessoal de um secretário "açodado". Não. A questão não é pessoal, não é menor nem exclusiva da Gestão Pública. É questão de governo, iniciada com a apuração da Controladoria Geral do Estado. Caberá agora aos órgãos competentes o aprofundamento das investigações. A mim, como secretário, a gestão de uma folha de pagamento problemática e complexa, que gastará muito das nossas energias na sua melhoria, modernização e transparência. 


Escrito por Adriano Soares às 22h49
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O caso Isabella

O caso da menina Isabella é um misto de horror, pela sua morte trágica e absurda (jogada pela janela aparentemente após ser torturada), e absurdidade, pela sua exploração midiática, ad nauseam, como um espetáculo coletivo da tragédia. Apesar de todo absurdo da exploração do caso, da tentativa de pré-julgamento por parte da mídia, o promotor público Francisco Cembranelli dá uma aula de postura correta e seriedade profissional: livra-se do espetáculo, joga fora as afirmações impactantes e ocas e se porta como um agente público responsável e maduro. Uma lição, sem dúvida alguma. Reproduzo abaixo a entrevista dele e do advogado de Alexandre Nardoni, pai de Isabella, sobre quem recaem as principais suspeitas:

É possível que, ao final das investigações, sobejem indícios contra o pai e a madastra da menina Isabella. É possível que sejam acusados formalmente e venham a responder processo penal sob a acusação de homicídio qualificado. Mas apenas após a formação da convicção, diante das provas colhidas, é que o Ministério Público se pronunciará conclusivamente. Sem espetáculos, sem excessos, observado a lei. Um sopro de equilíbrio em época tão propensa aos abusos acusatórios.



Escrito por Adriano Soares às 23h42
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I do it for you

Ah, mas o cansaço não impede ouvir boa música. Paula indicou essa, que tantas vezes ouvimos juntos, quando a estrada nos levava a lugares novos, que desejávamos trilhar.

 Brandy - [Everything I Do] I Do It For You



Categoria: Pessoal
Escrito por Adriano Soares às 22h04
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Incêndio da vida (cansaço)

O cansaço físico e mental é resultado do desgaste de dias difíceis. Pressões de lá e daqui, problemas de difícil resolução, ajuda que nunca vem... Cansa lutar contra moinhos de ventos ou sombras de antiheróis disfarçados, que andam nos corredores infernizando à falta de algo melhor para fazer ou de projetos bons a serem executados.

O cansaço é físico, como se estivéssemos sempre em luta braçal. O corpo reage ao forçar dos seus limites, demonstrando que é um amigo desobediente e com as suas próprias regras. É também, o cansaço, mental. Como um peso, um anuvear de tempos em tempos, um desassossego que teima em não passar, apesar do esforço sincero.

Olho para a janela que dá para o mundo dos meus pensamentos e me pergunto: vale mesmo a pena? Sei não, mas vou andando como viajante de mim mesmo que não sabe aonde vai.

Olhem a foto abaixo. Já vivi tantos momentos indecifráveis, que poderiam esmagar ou engrandecer, que amadureci mais uma vez a mais do que pensava poder. Enfrentamentos tantos, que vejo com os olhos de ontem e encontro-os com poesia. Enfrentamentos, porque o que seria da vida sem lados, sem apostas, sem trincheiras? Há lados, sim, meu caro! Lugar nenhum é que não há!

E o cansaço de hoje é o produto de ontem e tantos "hojes" que nunca adormecem para o virar do dia... Eta, dormir com problemas para vê-los acordados no hoje de amanhã bem cedo!

Olhem a foto e compreendam que as lutas foram todas lutadas - e ainda são!!! - e teimam em ficar ali, vivas como crepitar das chamas do incêndio da vida.



Categoria: Pessoal
Escrito por Adriano Soares às 21h59
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