O ex-secretário de administração, Valter Oliveira, anda abespinhado comigo. Diz que minto sobre uma suposta quadrilha que atuava na folha de pagamento do Poder Executivo. Estranho a sua fala. Nunca o acusei de nada, fiz menção a fatos concretos e pedi apuração aos órgãos competentes. Estive publicamente na Assembléia Legislativa. Falei por quase quatro horas, estando os vídeos publicados na internet. Aí, vem ele e diz que menti. Eis o texto dos Fatos e Notícias,do Jornal Gazeta de Alagoas:
FATOS & NOTÍCIAS - MACEIÓ, SEXTA-FEIRA, 13 DE JUNHO DE 2008
Ex-secretário desmente secretário
O ex-secretário de Administração do Estado, nos governos Ronaldo Lessa e Luis Abílio, jornalista Valter Oliveira, afirma que não reconhece o prejuízo de R$ 22 milhões, apontado no relatório da auditoria realizada pela Controladoria Geral do Estado, na folha de pagamento dos servidores estaduais. Ele destacou – ao tempo em que defendeu auditorias permanentes na folha – que as conclusões reiteradamente anunciadas pelo atual secretário de Gestão Pública, Adriano Soares, “são equivocadas e eivadas de má-fé, criando-se a suspeição da existência de uma organização criminosa destinada a desviar dinheiro público por meio de ‘fantasmas’ na folha de pagamento do Estado”. O ex-secretário nega a existência dessa suposta organização, mas não descarta a ocorrência de fatos isolados, conforme consta no relatório. Valter Oliveira, depois de análise do relatório da Controladoria, verificou que dos 583 servidores falecidos, apontados no documento, que geraram o suposto prejuízo de R$ 16 milhões e a propaganda oficial trata como “os 600 fantasmas”, 135 faleceram entre janeiro e junho de 2007, já no atual governo, quando não era secretário de Administração (hoje Gestão Pública). É, essa Gestão Pública é bem polêmica.
Comento:
Como aqui já dito, não afirmei que houvesse uma quadrilha atuando para desviar recursos da folha de pagamento. É possível até que existam quadrilhas, que atuavam em paralelo ou sem o conhecimento da existência uma das outras. Havia desvio porque o sistema permitia, tinha a sua segurança fragilizada pela omissão dolosa de pessoas que deviam cuidar da gestão da folha. O sistema - nunca é demais lembrar - rodava com 16 versões atrasadas! Até hoje, de tão limitado, gera problemas, que provocarão novas auditorias.
Lamento que ele me ataque, ainda mais porque, segundo o próprio texto do jornal: "O ex-secretário nega a existência dessa suposta organização, mas não descarta a ocorrência de fatos isolados, conforme consta no relatório". Já é, afinal, um começo a admissão de que houve fatos, segundo ele, isolados. Como não acusei a existência de uma organização criminosa, mas a existência de condutas dolosas que mercerão a apuração, já fico tranqüilo com o reconhecimento da existência de irregularidades, ainda que isoladas... Ou seja, o seu desmentido não é desmentido. Pergunto ao ex-secretário: por que em sua gestão não houve a atualização do sistema ElógicaRH?; por que em sua gestão não houve a implantação/adesão ao SISOB, que impediria a existência de fantasmas na folha?; por que em sua gestão de sete anos não houve a implantação de uma programa de cálculo das aposentadorias, como o SISCAP, que apenas agora está sendo implantado e verificando profundas divergências nos cálculos de aposentação?; por que em sua gestão de 7 anos a secretaria estava tecnologicamente defasada?; por que em sua gestão a administração da folha de pagamento tinha tanto descontrole? Perguntas simples, que merecem respostas simples. Talvez isso explique o abespinhamento do ex-secretário, bem como a apresentação do caos que era a Administração.
Na coluna Contexto do O Jornal deste sábado:
:. Não chamem o jornalista Valter Oliveira e o secretário de Gestão Pública, Adriano Soares, para o mesmo evento. Os dois praticamente viraram inimigos.
Por mim, podem chamar, porque não sou inimigo do Valter Oliveira. Ele pode até se julgar meu, mas não há recíproca da minha parte. Não confundo as questões institucionais com questões pessoais menores. Não tenho por ele qualquer raiva ou inquietação. O que está posto por mim é público e nunca foi de ataque pessoal a ele; o mesmo não se diga das suas declarações...
Estou em Curitiba, para participar de um evento como palestrante. Nesses dias de ausência, deixo aos amigos o vídeo da minha ida à Assembléia Legislativa do Estado, quando fui falar da folha de pagamento do Executivo. Quem quiser ver todos os vídeos (oito), basta ir ao UolMais, onde postarei todos, ou já assistir na página da Secretaria da Gestão Pública.
A minha ida à Assembléia Legislativa de Alagoas, na semana retrasada, para falar sobre a folha de pagamento do Estado foi longa: quase 4 horas de duração. Segue o vídeo de reportagem da TV Gazeta de Alagoas:
Ninguém melhor do que Mel Gibson soube mostrar a profundidade do sacrifício salvífico de Cristo. Muitos acusaram a sua obra de sangüinária, talvez por nunca o sofrimento de Cristo ter sido exposto de forma tão doloroso e cruento. Bobagem. O filme desperta nos crentes a fé autêntica. Há uma cena, contudo, em que o sofrimento é expresso com poesia. A sobreposição das cenas de Maria correndo para proteger maternalmente Jesus Cristo criança e adulto.
Ali, naquele instante, vemos a grandeza de Maria. Mulher de fibra, inteiramente mãe. Corre para o seu menino, que caia no chão com as travessuras da tenra idade; corre para o seu menino feito homem, esmagado pela cruz. Ela, com o coração masserado, vê na crueza da dor o sentido da vida: "Vê, Mãe, eu renovo todas as coisas!". A cena é forte, bonita, poética, profunda... Impossível não se emocionar. Impossível não compreender a beleza dos gestos de renúncia daquela mulher. Impossível não rezar pela sua intercessão...
" - Senhor, renova todas as coisas por teu amor. Renova o nosso coração para que não sejamos distantes de ti. Renova a nossa alma, as nossas esperanças, o desejo de encontrar-te em teu Reino. Dai-nos, Senhor, pela intercessão de Maria, um coração que escuta, que está pronto para recerber-te, que não se acomoda às coisas do mundo! Amém.".
A semana foi muito dura. Trabalhei muito, resolvendo sérios problemas, que desafiam atenção e gasto de energia. São tantas as questões que clamam por um olhar detido, absorvendo os nossos esforços, que chega o final de semana e estamos esgotados. Isso me leva a algumas reflexões, que aqui compartilho.
Nossa vida é não é um mero suceder de fatos desconexos. Ou bem temos um sentido ou nada faz sentido. Para que lutamos tanto? É nesse contexto que cada vez mais sou chamado a pensar em Deus e no sacrifício salvífico de Cristo. A criação é o amor feito vida. Se com tantos afazeres ou diversões ´não conseguimos calar o grito em nós de transcendência, é porque apenas Deus consegue preencher o-que-somos ou, ao menos, o inefável para-que-somos.
Quanto mais faço mais perplexo fico. Sim, quanto mais faço mais grita em o mim o fazer mais. Não por diversionismo ou para calar aquele grito de transcendência, mas porque fui criado para fazer. Meu pai me ensinou isso desde cedo, quando cobrava responsabilidade até mesmo nas férias irresponsáveis de qualquer criança ou adolescente. Isso porque tinha medo que fôssemos consumidos pela leniência ou pela ousada capacidade de acomodar-se sempre. Então, sou chamado pelo meu eu-interior - esse ditadorzinho envelhecido - a não se acomodar nem mesmo quando a fadiga das batalhas vividas prepondera. E com o corpo pendente de descanso e a mente turvada pelo esforço empreendido continuo a sentir-me em falta com algo que não fiz, embora sem saber ao certo o que.
Falei do ditadorzinho interior. Velho camarada, ele não é meu amigo. Afinal, que ditador seria? Mas é camarada, ao menos no sentido de viajante da mesma jornada. Cobrador contumaz, exige de mim tudo, sobretudo resultados. Olho para ele sem desconfiança, porque ele é claro de tão obtuso: -"Não pare!", poderia ser o seu lema ou a sua fala constante e cortante. Diante dele, sinto-me sempre perseguido, aviltado, porque ele diminui qualquer conquista, qualquer sonho realizado... Ele diz sempre: é preciso mais! E não adianta negociar prazos e metas. Ele não aceita.
Diante disso, penso - e ele sabe que penso - que pouco deve se me dar se falho, porque o que vale é o que tento, o que me jogo ao fazer enquanto me faço como homem e como pessoa, sempre tendo presente a questão dubitativa do para-que-somos. E assim, dou um drible no ditadorzinho, ao menos às vezes, e me ponho diante de mim mesmo, despido, pateticamente nu, e digo: - "Senhor, nada sou. Salva-me por teu amor!".
Somos carentes de salvação. Carentes do sangue do Cordeiro lavando a nossa alma, a nossa fraqueza. Carentes de que Ele diga por nós o sim que sonegamos...
Passei o dia fora de combate. Uma virose me pegou. Daquelas chatas, que deixam o corpo mole e mente lenta. Dor de cabeça, garganta doendo, febrezinha que não vai e não vem... Fiquei em casa, fazendo nada. Na internet, o dia todo. Nem estudar pude. Nem escrever. Nada de útil. Li tanta notícia que enjoei. Músicas e vídeos, vi tantos... Minhas páginas pessoais de vídeo estão repletas deles. Os links do UOL Mais e do Vídeolog estão do lado direito da tela, na lista de links.
Diazinho perdido. Mas ao menos descansei. Nem ânimo para escrever aqui tenho. Já fiz muito por hoje. Amanhã posto alguma coisa mais proveitosa.
Estava brincando com a minha filha na parte social do prédio. Fazia alguns meses que não brincava com ela nos brinquedos de madeira que ficam lá embaixo. Meu Deus, como ela cresceu! Com que força sobe no rela-rela, pela escada e pela rampa... Impressionante o seu vigor. Ainda ontem estava nos meus braços, tão pequena e frágil, e hoje já quer fazer tudo "sozinha", como lhe ensina a Lola do desenho.
Ontem à noite, a mãe cansada, fui mudar-lhe a fralda. Ao tirá-la do berço, não pude deixar de me impressionar com o seu crescimento. É sempre assim quando eu a tiro do berço. Lembro-me do seu tamanhozinho, agora sendo superado pela menina linda que cresce vigorosamente.
É uma lição de vida e me faz ter esperança no amanhã, no que há de vir...